Simbolo Trinitariano Cristão

Simbolo Trinitariano Cristão

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Questionário para Concílios

É importante mencionar que dentro de cada assunto, não se encerra todas as perguntas necessárias para um exame ao ministério Pastoral Batista. No entanto, contribui na formulação de algumas questões, que entendo ser de suma importância, para avaliar as reais condições do conhecimento Teológico de um candidato ao ministério Pastoral Batista. Organizei-as de maneira sistematizada para favorecer o entendimento, tanto de Pastores quanto dos candidatos.

Conversão a Jesus Cristo

1. Conte-nos resumidamente, como foi a sua experiência de conversão a Jesus Cristo?
2. Quanto tempo o irmão é membro de uma Igreja Batista?
3. O irmão tem certeza da sua salvação?


Chamada ao Ministério Pastoral

1. Conte-nos sucintamente como Deus o vocacionou para o ministério?
2. O irmão tem certeza de sua vocação ao ministério Pastoral?
3. O irmão já teve alguma dúvida sobre seu chamado?
4. Se Aprovado o irmão pretende exercer a atividade Pastoral em tempo integral?
5. Qual será sua atitude se for reprovado por este concílio?


PERGUNTAS 

Área de Teologia (como ciência)

1. Como você definiria Teologia?

R: Etimologicamente, a palavra vem do grego Theos (Deus) e Logos (estudo/palavra), significando o "estudo sobre Deus".

Como ciência, a Teologia é o esforço humano sistemático, metódico e racional para compreender e organizar o conhecimento acerca de Deus, de Sua revelação e de Sua relação com o universo e a humanidade. Para os batistas, ela não é apenas um exercício puramente intelectual (filosófico), mas uma ciência que parte de um pressuposto de fé e tem as Escrituras Sagradas como seu objeto principal de estudo.

2. Que faz um teólogo?

R: O teólogo é um investigador, pesquisador e comunicador da fé. No contexto prático e acadêmico, as suas principais atribuições são:

·         Investigar e Interpretar: Analisar minuciosamente os textos bíblicos (usando ferramentas como a exegese e a hermenêutica) para extrair o sentido original e aplicá-lo à atualidade.

·         Sistematizar a Fé: Organizar as verdades bíblicas de forma lógica para responder às grandes dúvidas da sociedade.

·         Preservar a Ortodoxia: Proteger a igreja contra modismos e heresias, garantindo que o ensino permaneça fiel à Palavra.

·         Servir à Comunidade: Capacitar a liderança da igreja, dar suporte ao ministério pastoral, atuar na educação religiosa e ajudar o crente comum a "dar a razão da esperança" (1 Pedro 3:15).

3. Ao estudar Teologia, ela pode ser dividida? Quantas e quais partes?

·         R: Sim. Para que o estudo seja científico, organizado e abrangente, a Teologia nas academias batistas e confessionais é tradicionalmente dividida em 4 grandes partes (ou disciplinas-mãe):

Divisão Teológica

O que estuda?

1.Teologia Exegética (ou Bíblica)

Foca no texto sagrado em si. Envolve o estudo das línguas originais (Hebraico e Grego), a introdução ao Antigo e Novo Testamento, e o contexto histórico de cada livro.

2. Teologia Histórica

Estuda o desenvolvimento da igreja e do pensamento cristão ao longo dos séculos (História do Cristianismo, História dos Batistas,Patrística, Reforma Protestante).

3. Teologia Sistemática

Organiza as grandes verdades e doutrinas da Bíblia por tópicos/temas estruturados de forma lógica (é onde se encaixa a Declaração Doutrinária da CBB).

4. Teologia Prática (ou Pastoral)

Aplica o conhecimento teológico no dia a dia da igreja. Abrange disciplinas como Homilética (a arte de pregar), Aconselhamento, Administração Eclesiástica, Missiologia e Evangelismo.

4. Quais ramos abrangem a teologia sistemática?

R; A Teologia Sistemática pega os ensinamentos espalhados por toda a Bíblia e os une em categorias. Os ramos principais estudados e que refletem os artigos de fé da Convenção são:

·   Bibliologia: O estudo sobre a própria Bíblia (sua inspiração, autoridade e inerrância — pilar do Artigo I da CBB).

·  Teologia Própria (ou Teontologia): O estudo sobre a pessoa de Deus Pai, Seus atributos e Sua soberania.

·   Cristologia: O estudo focado na pessoa, divindade, humanidade e obra redentora de Jesus Cristo.

·    Pneumatologia: O estudo sobre o Espírito Santo, Sua personalidade e atuação no crente e na Igreja.

·   Antropologia Teológica: O estudo sobre a origem, natureza e o propósito do homem criado à imagem de Deus.

·   Hamartiologia: O estudo sobre a origem, a universalidade e as consequências do pecado na humanidade.

·   Soteriologia: O estudo sobre a salvação (graça, eleição, regeneração, justificação e santificação).

·  Eclesiologia: O estudo sobre a natureza, o governo democrático e as ordenanças da Igreja Local (tema muito forte na identidade batista).

·   scatologia: O estudo sobre as últimas coisas (a segunda vinda de Cristo, a ressurreição, o julgamento final e o estado eterno).


Área de Teologia - (referente a Deus)

·      1.  Defina Deus!  Para o homem (criatura) é impossível definir Deus (Criador). Gosto da definição de Langston: "Deus é Espírito Pessoal, perfeitamente bom, que, em santo amor, cria, sustenta e dirige tudo"

Esta definição sintetiza os atributos divinos em 4 pilares principais: 

  • Espírito Pessoal: Um ser dotado de inteligência, sentimentos e vontade, sem as limitações físicas do corpo. (joão 4:24)
  • Perfeitamente Bom: Seus pensamentos, sentimentos e vontade são absolutamente puros e santos (Apocalipse 4:8)
  • Santo Amor: Seu amor é direcionado pela justiça e pela perfeição moral. (1 Jo 4:16)
  • Onipresente e Soberano: É o Criador que sustenta o universo e dirige ativamente todas as coisas. (Efésios 1:11); (Salmos 115:3) ; Dn 4:35
2. Quem é Deus segundo a Bíblia?

R: Segundo a Bíblia e a nossa Declaração Doutrinária, Deus é o Criador, Sustentador, Redentor e Governador Supremo do universo. Ele é um Ser pessoal, espiritual, inteligente e perfeito em todos os Seus atributos.

A Bíblia O revela como o Deus uno-Trino (1 Deus {em} 3 { Pessoas}): Pai, Filho e Espírito Santo, que subsistem em perfeita unidade, com funções distintas na criação e na redenção, mas iguais em essência, poder e glória.

3. Poderia nos explicar a diferença entre atributos naturais e atributos morais de Deus?

R: Para fins de estudo científico da Teologia, os atributos (as qualidades ou características essenciais de Deus) são divididos em dois grupos principais para que possamos compreender como Ele opera:

·         Atributos Naturais (ou Incomunicáveis): São as qualidades exclusivas de Deus que revelam a Sua natureza divina e transcendente. O homem não possui e não pode replicar. Eles marcam a diferença infinita entre o Criador e a criatura (ex: ser eterno).

·         Atributos Morais (ou Comunicáveis): São as qualidades que revelam o caráter de Deus em Seus relacionamentos. Deus compartilha (comunica) uma centelha dessas qualidades com o ser humano, que foi criado à Sua imagem e semelhança. Embora em nós eles sejam imperfeitos e limitados, podemos manifestá-los (ex: amar, ser justo).

4. Cite alguns atributos Naturais de Deus?

R: Estes atributos mostram a grandeza inalcançável de Deus:

·         Omnipresença: Deus está presente em todos os lugares ao mesmo tempo, com a totalidade do Seu ser (Salmo 139:7-10).

·         Omnisciência: Ele possui todo o conhecimento possível — passado, presente, futuro e até as coisas que poderiam ter acontecido mas não aconteceram (Isaías 46:10).

·         Omnipotência: Deus tem todo o poder para realizar tudo o que deseja e que esteja em harmonia com o Seu caráter santo (Gênesis 17:1).

·         Imutabilidade: Deus não muda em Sua essência, caráter, promessas ou propósitos (Tiago 1:17).

·         Asseidade (ou Autoexistência): Deus não depende de nada nem de ninguém para existir. Ele tem vida em Si mesmo (Êxodo 3:14).

5. Cite alguns atributos morais de Deus?

R: Estes atributos definem como Deus age moralmente e como nós, como Seus filhos, somos chamados a imitá-Lo:

·         Santidade: A separação total de Deus em relação ao pecado e ao mal; Sua pureza absoluta (1 Pedro 1:16).

·         Amor: A disposição pautada no sacrifício próprio para buscar o bem maior das Suas criaturas (1 João 4:8).

·         Justiça: A retidão de Deus em aplicar as leis e dar a cada um o que merece, agindo sempre sem parcialidade (Salmo 11:7).

·         Fidelidade: A garantia de que Deus cumpre plenamente a Sua palavra e os Seus pactos (2 Timóteo 2:13).

·         Misericórdia e Graça: A compaixão que não nos dá o castigo que merecemos (misericórdia) e o favor imerecido que nos dá a salvação que não poderíamos conquistar (graça).

6. O que é uma Teofania? De alguns exemplos?

R: Uma Teofania (do grego Theos = Deus + Phaino = manifestar/aparecer) é uma manifestação visível e temporária de Deus aos seres humanos no Antigo Testamento, antes da encarnação de Jesus. Era a forma que Deus usava para comunicar mensagens urgentes de forma compreensível ao homem.

Exemplos Bíblicos:

·         A Sarça Ardente: Deus fala com Moisés através de uma sarça que queimava mas não se consumia (Êxodo 3:2-6).

·         A Coluna de Nuvem e de Fogo: A manifestação visível que guiava e protegia o povo de Israel no deserto (Êxodo 13:21-22).

·         O Anjo do Senhor (Cristofania): Muitas vezes, o "Anjo do Senhor" no Antigo Testamento aceitava adoração e falava em primeira pessoa como o próprio Deus (ex: a aparição a Josué em Josué 5:13-15). Teólogos apontam isso como aparições pré-encarnadas do próprio Jesus Cristo.

7. Qual é a essência de Deus?

R: Dizer qual é a "substância" de Deus é um mistério profundo, mas a Bíblia resume a Sua essência em três afirmações fundamentais sobre a Sua natureza íntima:

1.     Deus é Espírito (João 4:24): Ele não possui um corpo físico, material ou limitações geográficas. Sua essência é imaterial e invisível aos olhos humanos.

2.     Deus é Luz (1 João 1:5): Aponta para a Sua essência de pureza moral absoluta, verdade e glória inexplicável, onde não há nenhuma treva ou falsidade.

3.     Deus é Amor (1 João 4:8): Não significa apenas que Deus pratica o amor, mas que o amor flui da Sua própria essência. Na Trindade, esse amor perfeito existe e é compartilhado desde a eternidade.

Área de Cristologia - (referente à Cristo)

1. Quem é Jesus?

R: Segundo as Escrituras, Jesus Cristo é o Filho de Deus encarnado, a segunda Pessoa da Trindade. Ele é o Verbo (Jo 1:1;14) que existia desde a eternidade com o Pai e que se fez homem para a redenção da humanidade. Ele não foi apenas um bom mestre, um líder religioso ou um profeta; Ele é o Senhor e Salvador da humanidade, o único mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5).

2. Quais os nomes dados a Jesus?

R: A Bíblia usa mais de uma centena de nomes e títulos para revelar as diferentes facetas da identidade e da missão de Jesus. Os principais são:

·         Jesus: O Seu nome humano, dado por ordem angelical, que significa "O Senhor salva" ou "Jeová é Salvação" (Mateus 1:21).

·      Cristo (ou Messias): Não é um sobrenome, mas um título oficial (do grego Christos e do hebraico Mashiach), que significa "O Ungido".

·   Emanuel: Significa "Deus conosco" (Isaías 7:14 / Mateus 1:23), atestando a Sua divindade e proximidade.

·       Filho do Homem: O título que Jesus mais usou para se referir a Si mesmo, apontando tanto para a Sua identificação com a humanidade quanto para a Sua figura messiânica gloriosa profetizada em Daniel 7:13.

·         Filho de Deus: Destaca a Sua natureza divina, Sua igualdade com o Pai e Sua filiação eterna.

·    Senhor (Kyrios): Título que os primeiros cristãos usavam para afirmar que Jesus ocupa o lugar de autoridade suprema e soberana sobre o universo e sobre a Igreja, o mesmo título usado para Deus no Antigo Testamento.

3. Quais são os três ofícios de Jesus?

R: Na história bíblica, três tipos de líderes eram ungidos para o serviço de Deus: o profeta, o sacerdote e o rei. Jesus unificou esses três papéis perfeitamente, exercendo o chamado Tríplice Múnus (ou os três ofícios):

·    Profeta: Como Profeta, Jesus é a própria Palavra de Deus encarnada. Ele não apenas transmitiu a mensagem do Pai, mas revelou o próprio Deus à humanidade (Hebreus 1:1-2). Ele anunciou a verdade e chamou o povo ao arrependimento.

·         Sacerdote: O sacerdote era o representante do povo diante de Deus. Jesus é o nosso Grande Sumo Sacerdote, mas com uma diferença crucial: Ele não ofereceu o sangue de animais, mas ofereceu a Si mesmo como o sacrifício perfeito e definitivo pelos nossos pecados. Hoje, Ele vive para interceder por nós (Hebreus 4:14-16).

·      Rei: Jesus é o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Ele governa soberanamente sobre o Seu Reino espiritual (o coração dos crentes), sobre a Igreja e, no futuro, manifestará o Seu reino de forma visível e absoluta sobre toda a criação (Apocalipse 19:16).

4. Quando Jesus se fez carne e habitou entre nós, ele era Deus ou era homem?

R: Ele era plenamente Deus e plenamente homem, ao mesmo tempo. Esta é uma das doutrinas mais profundas da teologia, conhecida como a União Hipostática.

Na encarnação, Jesus não deixou de ser Deus para se tornar homem, e nem a Sua humanidade foi uma ilusão. Ele uniu a Sua natureza divina eterna a uma natureza humana real e perfeita.

· Como homem, Ele sentiu fome, sede, cansaço, chorou e foi tentado em tudo, mas sem pecado (Hebreus 4:15).

· Como Deus, Ele perdoou pecados, ressuscitou mortos, operou milagres por Sua própria autoridade e aceitou adoração.

5. Onde encontramos a primeira passagem da promessa da vinda de Jesus como salvador da humanidade?

R: A primeira promessa da vinda de Jesus está localizada logo no início da Bíblia, em Gênesis 3:15. Esse versículo é conhecido na teologia como o Protoevangelho (o primeiro evangelho).

Logo após a queda do ser humano, Deus pronuncia o julgamento contra a serpente (Satanás) e diz:

"Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela. Este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar."

O "descendente da mulher" profetizado aqui é Jesus. Satanás feriu o Seu "calcanhar" na dor da crucificação, mas na ressurreição, Jesus esmagou definitivamente a "cabeça" da serpente, vencendo o pecado, a morte e o diabo.

6. Qual é a obra de Jesus?

R: A obra de Jesus pode ser resumida em Sua missão de revelar o Pai e promover a redenção da humanidade. Essa obra abrange três etapas fundamentais:

1.      Sua Vida Perfeita (Obediência Ativa): Jesus cumpriu perfeitamente toda a Lei de Deus em nosso lugar, acumulando a justiça necessária para que possamos ser aceitos por Deus.

2.      Sua Morte Expiatória (Obediência Passiva): Na cruz, Jesus sofreu a penalidade que cabia a nós. Sua morte foi substitutiva (Ele morreu em nosso lugar) e propiciatória (satisfazendo a justiça divina e aplacando a ira de Deus contra o pecado).

3.      Sua Ressurreição e Ascensão: Ao ressurgir dentre os mortos ao terceiro dia, Ele provou Sua vitória sobre a morte, garantiu a nossa justificação e subiu aos céus, de onde hoje governa a Igreja e prepara o nosso lugar eterno.


Área de Pneumatologia - (referente ao Espírito Santo)

1. Quem é o Espírito Santo?

R: O Espírito Santo é DEUS, uma Pessoa Divina, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele é plenamente Deus, coeterno e coigual com o Pai e com o Filho.

Dizemos que Ele é uma pessoa porque a Bíblia Lhe atribui características de personalidade: Ele possui intelecto (conhece as coisas de Deus), sensibilidade (pode ser entristecido - Efésios 4:30) e vontade (distribui dons como quer - 1 Coríntios 12:11).

2. Qual é o fruto do Espírito Santo?

R: O fruto do Espírito é a evidência visível da transformação do caráter do cristão operada pelo Espírito Santo. Ele está descrito em Gálatas 5:22-23.

Note que a Bíblia usa a palavra no singular ("fruto"), indicando que é uma única virtude composta por nove facetas interligadas:

·         Amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.

3. Quando os salvos recebem o Espírito Santo?

R: Os salvos recebem o Espírito Santo no exato momento em que se arrependem e creem em Jesus Cristo como Salvador.

A teologia chama isso de Habitação ou Selo do Espírito. Efésios 1:13 deixa claro que, ao ouvir e crer no Evangelho, o crente é imediatamente "selado" com o Espírito Santo da promessa. Não há duas categorias de salvos (os que têm e os que não têm o Espírito); Romanos 8:9 afirma categoricamente: "E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele".

4. Qual é a obra do Espírito Santo?

R: A obra do Espírito Santo é multifacetada e pode ser dividida em relação ao mundo e em relação à Igreja/crente:

·  No Mundo: Ele convence o ser humano do pecado, da justiça e do juízo (João 16:8), quebrando a resistência do coração para que o homem veja a necessidade de Cristo.

·   No Crente (Salvação): Ele opera a regeneração (o novo nascimento), habita no cristão, sela-o para o dia da redenção, intercede por ele e testifica que ele é filho de Deus.

·   Na Igreja (Capacitação): Ele distribui dons espirituais para o serviço e a edificação do corpo de Cristo, guia a igreja na verdade e glorifica a Jesus.

5. Cite alguma manifestação do Espírito Santo no A.T?

R: No A.T., as manifestações eram externas, visíveis e pontuais, geralmente para capacitar indivíduos para uma missão específica:

·  Na Criação: Ele pairava sobre a face das águas, trazendo ordem ao caos (Gênesis 1:2).

· Capacitação Artesanal: Ele encheu Bezalel de habilidade artística e inteligência para construir o Tabernáculo (Êxodo 31:2-5).

· Capacitação de Liderança e Força: Ele veio sobre os Juízes, como Sansão (Juízes 14:6), dando-lhe força sobrenatural para defender o povo de Israel.

6. No A.T o Espírito Santo habitava de forma permanente nas pessoas?

R: Não. No Antigo Testamento, a ação do Espírito Santo era temporária, seletiva e externa.

Ele vinha sobre reis, profetas, ou juízes para que realizassem uma tarefa e, se o indivíduo desobedecesse ou a tarefa terminasse, o Espírito poderia se retirar. O exemplo mais claro disso é o rei Saul (de quem o Espírito se retirou) e o clamor do Rei Davi após o seu pecado: "Não me repulses da tua presença, nem retires de mim o teu Santo Espírito" (Salmo 51:11).

7. Cite alguma manifestação do Espírito Santo no N.T?

R: No N.T., a maior e mais marcante manifestação ocorre no dia de Pentecostes (Atos 2:1-4), onde o Espírito Santo desceu sobre a igreja reunida com o som de um vento veemente e línguas como de fogo, inaugurando a era da igreja.

Outras manifestações marcantes incluem o Seu pouso em forma corpórea de pomba sobre Jesus no Seu batismo (Lucas 3:22) e os tremores de lugares onde a igreja orava cheia do Espírito (Atos 4:31).

8. No N. T o Espírito Santo habita de forma permanente nas pessoas?

R: Sim, absolutamente. Essa é a grande e gloriosa diferença da Nova Aliança estabelecida pelo sangue de Jesus.

O próprio Jesus prometeu em João 14:16-17: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre... habitará convosco e estará em vós". Na Nova Aliança, o Espírito Santo faz do corpo do crente o Seu santuário definitivo (1 Coríntios 6:19). Ele nunca mais abandona o salvo; Ele o sela e garante a sua herança eterna até o dia da ressurreição.


Perguntas referentes à Trindade Divina

1. O vocábulo Trindade aparece na Bíblia?

R: Não, a palavra "Trindade" não está registrada no texto bíblico.

O termo foi cunhado pela primeira vez na história da Igreja por Teófilo de Antioquia (por volta do ano 180 d.C.) e popularizado em latim (Trinitas) por Tertuliano no início do século III. Embora a palavra não esteja na Bíblia, a doutrina e o conceito estão presentes de forma explícita de Gênesis a Apocalipse. Na teologia, isso é comum: termos como "Omnisciência" ou "Encarnação" também não aparecem grafados na Bíblia, mas descrevem perfeitamente verdades bíblicas.

2. Defina trindade Divina?

R: A Trindade Divina pode ser definida como a verdade revelada de que há um só Deus vivo e verdadeiro, mas que subsiste eternamente em três Pessoas distintas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Essas três Pessoas são coeternas (sempre existiram juntas) e coiguais (possuem o mesmo poder, glória e essência divina). Elas não são três deuses (isso seria triteísmo), nem três "máscaras" ou modos diferentes de um único Deus se manifestar (isso seria a heresia do modalismo). São três Pessoas em uma única essência divina.

3. Dê exemplos da doutrina da trindade no A.T e N.T?

R: A revelação da Trindade é progressiva na Bíblia. No Antigo Testamento ela aparece de forma implícita e em sementes, enquanto no Novo Testamento ela se manifesta com clareza total.

No Antigo Testamento (A.T.)

·         O uso de plurais para Deus: Logo na criação, Deus fala em primeira pessoa do plural: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gênesis 1:26). O mesmo ocorre em Gênesis 11:7 na torre de Babel: "Desçamos e confundamos a sua linguagem".

·         O próprio nome de Deus: A palavra hebraica usada para Deus na criação é Elohim (Gênesis 1:1), que gramaticalmente é um substantivo plural, mas que aparece acompanhado de verbos no singular.

·         Textos com distinção de pessoas divinas: Em Isaías 48:16, a figura do Messias fala: "Agora, o Senhor Deus [Pai] me enviou a mim [Filho], e o seu Espírito [Espírito Santo]".

No Novo Testamento (N.T.)

· O Batismo de Jesus (Lucas 3:21-22): É o exemplo visual mais perfeito. As três Pessoas operam simultaneamente de formas distintas: O Filho é batizado nas águas, o Espírito Santo desce visivelmente em forma de pomba sobre Ele, e o Pai fala lá do céu: "Tu és o meu Filho amado".

· A Fórmula Batismal (Mateus 28:19): Jesus ordena batizar os novos discípulos "em nome [no singular, denotando a unidade da essência] do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo [as três pessoas distintas]".

· A Bênção Apostólica (2 Coríntios 13:13): Paulo encerra sua carta unindo as três pessoas na mesma estatura divina: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós".

4. Até que ponto a doutrina da trindade é importante?

R: Ela é de importância absoluta e inegociável. Sem a Trindade, todo o plano da salvação desmorona. Se removermos a Trindade da Bíblia, enfrentamos sérios problemas teológicos:

·  A Salvação perde o sentido: Se Jesus não fosse Deus (a segunda Pessoa da Trindade), o sacrifício d'Ele na cruz seria apenas o de um homem bom, incapaz de suportar e pagar o preço infinito do pecado da humanidade inteira. Só Deus poderia salvar o homem da ira de Deus.

·   A Revelação do Amor de Deus enfraquece: A Bíblia diz que "Deus é amor" (1 João 4:8) desde antes da criação. Se Deus fosse uma pessoa única e isolada, Ele não poderia amar antes de criar o universo, pois o amor exige um objeto a ser amado. Na Trindade, Deus é amor de forma eterna porque o Pai, o Filho e o Espírito Santo sempre se amaram perfeitamente na eternidade.

·    A Adoração se torna idólatra: Nós adoramos a Jesus e clamamos pela guia do Espírito Santo. Se eles não fossem Deus junto com o Pai, a Igreja estaria cometendo idolatria há dois milênios.


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