Conversão a Jesus Cristo
1. Conte-nos resumidamente, como foi a sua experiência de conversão a Jesus Cristo?
2. Quanto tempo o irmão é membro de uma Igreja Batista?
3. O irmão tem certeza da sua salvação?
Chamada ao Ministério Pastoral
1. Conte-nos sucintamente como Deus o vocacionou para o ministério?
2. O irmão tem certeza de sua vocação ao ministério Pastoral?
3. O irmão já teve alguma dúvida sobre seu chamado?
4. Se Aprovado o irmão pretende exercer a atividade Pastoral em tempo integral?
5. Qual será sua atitude se for reprovado por este concílio?
PERGUNTAS
Área de Teologia (como ciência)
1. Como você definiria Teologia?
R: Etimologicamente, a palavra vem do grego Theos
(Deus) e Logos (estudo/palavra), significando o "estudo sobre
Deus".
Como ciência, a Teologia é o esforço humano
sistemático, metódico e racional para compreender e organizar o conhecimento
acerca de Deus, de Sua revelação e de Sua relação com o universo e a
humanidade. Para os batistas, ela não é apenas um exercício puramente
intelectual (filosófico), mas uma ciência que parte de um pressuposto de fé e
tem as Escrituras Sagradas como seu objeto principal de estudo.
R: O teólogo é
um investigador, pesquisador e comunicador da fé. No contexto prático e
acadêmico, as suas principais atribuições são:
·
Investigar e Interpretar: Analisar minuciosamente os textos bíblicos
(usando ferramentas como a exegese e a hermenêutica) para extrair o sentido
original e aplicá-lo à atualidade.
·
Sistematizar a Fé: Organizar as verdades bíblicas de forma
lógica para responder às grandes dúvidas da sociedade.
·
Preservar a Ortodoxia: Proteger a igreja contra modismos e
heresias, garantindo que o ensino permaneça fiel à Palavra.
·
Servir à Comunidade: Capacitar a liderança da igreja, dar suporte
ao ministério pastoral, atuar na educação religiosa e ajudar o crente comum a "dar
a razão da esperança" (1 Pedro 3:15).
· R: Sim. Para
que o estudo seja científico, organizado e abrangente, a Teologia nas academias
batistas e confessionais é tradicionalmente dividida em 4 grandes partes (ou
disciplinas-mãe):
|
Divisão
Teológica |
O que
estuda? |
|
1.Teologia Exegética (ou Bíblica) |
Foca no
texto sagrado em si. Envolve o estudo das línguas originais (Hebraico e
Grego), a introdução ao Antigo e Novo Testamento, e o contexto histórico de
cada livro. |
|
2.
Teologia Histórica |
Estuda o
desenvolvimento da igreja e do pensamento cristão ao longo dos séculos
(História do Cristianismo, História dos Batistas,Patrística, Reforma
Protestante). |
|
3. Teologia
Sistemática |
Organiza
as grandes verdades e doutrinas da Bíblia por tópicos/temas estruturados de
forma lógica (é onde se encaixa a Declaração Doutrinária da CBB). |
|
4.
Teologia Prática (ou Pastoral) |
Aplica o
conhecimento teológico no dia a dia da igreja. Abrange disciplinas como
Homilética (a arte de pregar), Aconselhamento, Administração Eclesiástica,
Missiologia e Evangelismo. |
R; A Teologia
Sistemática pega os ensinamentos espalhados por toda a Bíblia e os une em
categorias. Os ramos principais estudados e que refletem os artigos de fé da
Convenção são:
· Bibliologia: O estudo sobre a própria Bíblia (sua inspiração, autoridade e
inerrância — pilar do Artigo I da CBB).
· Teologia Própria (ou Teontologia): O estudo sobre a pessoa de Deus
Pai, Seus atributos e Sua soberania.
· Cristologia: O estudo focado na pessoa, divindade, humanidade e obra redentora
de Jesus Cristo.
· Pneumatologia: O estudo sobre o Espírito Santo, Sua personalidade e atuação no
crente e na Igreja.
· Antropologia Teológica: O estudo sobre a origem, natureza e o
propósito do homem criado à imagem de Deus.
· Hamartiologia: O estudo sobre a origem, a universalidade e as consequências do
pecado na humanidade.
· Soteriologia: O estudo sobre a salvação (graça, eleição, regeneração,
justificação e santificação).
· Eclesiologia: O estudo sobre a natureza, o governo democrático e as ordenanças
da Igreja Local (tema muito forte na identidade batista).
· scatologia: O estudo sobre as últimas coisas (a segunda vinda de Cristo, a
ressurreição, o julgamento final e o estado eterno).
Área de Teologia - (referente a Deus)
· 1. Defina Deus!
Para o homem (criatura) é impossível definir Deus (Criador). Gosto da definição de Langston: "Deus é Espírito Pessoal,
perfeitamente bom, que, em santo amor, cria, sustenta e dirige tudo"
Esta
definição sintetiza os atributos divinos em 4 pilares principais:
- Espírito Pessoal: Um ser dotado de inteligência,
sentimentos e vontade, sem as limitações físicas do corpo. (joão 4:24)
- Perfeitamente Bom: Seus pensamentos,
sentimentos e vontade são absolutamente puros e santos (Apocalipse 4:8)
- Santo Amor: Seu amor é direcionado pela justiça
e pela perfeição moral. (1 Jo 4:16)
- Onipresente
e Soberano: É
o Criador que sustenta o universo e dirige ativamente todas as
coisas. (Efésios 1:11); (Salmos 115:3) ; Dn
4:35
R: Segundo a
Bíblia e a nossa Declaração Doutrinária, Deus é o Criador, Sustentador,
Redentor e Governador Supremo do universo. Ele é um Ser pessoal,
espiritual, inteligente e perfeito em todos os Seus atributos.
A Bíblia O
revela como o Deus uno-Trino (1 Deus {em} 3 {
Pessoas}): Pai, Filho e Espírito Santo, que subsistem em perfeita
unidade, com funções distintas na criação e na redenção, mas iguais em
essência, poder e glória.
R: Para fins de
estudo científico da Teologia, os atributos (as qualidades ou características
essenciais de Deus) são divididos em dois grupos principais para que possamos
compreender como Ele opera:
·
Atributos Naturais (ou Incomunicáveis): São as qualidades exclusivas de
Deus que revelam a Sua natureza divina e transcendente. O homem não possui e
não pode replicar. Eles marcam a diferença infinita entre o Criador e a
criatura (ex: ser eterno).
·
Atributos Morais (ou Comunicáveis): São as qualidades que revelam o
caráter de Deus em Seus relacionamentos. Deus compartilha (comunica) uma
centelha dessas qualidades com o ser humano, que foi criado à Sua imagem e
semelhança. Embora em nós eles sejam imperfeitos e limitados, podemos
manifestá-los (ex: amar, ser justo).
R: Estes
atributos mostram a grandeza inalcançável de Deus:
·
Omnipresença: Deus está presente em todos os lugares ao mesmo tempo, com a
totalidade do Seu ser (Salmo 139:7-10).
·
Omnisciência: Ele possui todo o conhecimento possível — passado, presente,
futuro e até as coisas que poderiam ter acontecido mas não aconteceram (Isaías
46:10).
·
Omnipotência: Deus tem todo o poder para realizar tudo o que deseja e que
esteja em harmonia com o Seu caráter santo (Gênesis 17:1).
·
Imutabilidade: Deus não muda em Sua essência, caráter, promessas ou propósitos
(Tiago 1:17).
·
Asseidade (ou Autoexistência): Deus não depende de nada nem de ninguém para
existir. Ele tem vida em Si mesmo (Êxodo 3:14).
R: Estes
atributos definem como Deus age moralmente e como nós, como Seus filhos, somos
chamados a imitá-Lo:
·
Santidade: A separação total de Deus em relação ao pecado e ao mal; Sua
pureza absoluta (1 Pedro 1:16).
·
Amor: A
disposição pautada no sacrifício próprio para buscar o bem maior das Suas
criaturas (1 João 4:8).
·
Justiça: A retidão
de Deus em aplicar as leis e dar a cada um o que merece, agindo sempre sem
parcialidade (Salmo 11:7).
·
Fidelidade: A garantia de que Deus cumpre plenamente a Sua palavra e os Seus
pactos (2 Timóteo 2:13).
·
Misericórdia e Graça: A compaixão que não nos dá o castigo que
merecemos (misericórdia) e o favor imerecido que nos dá a salvação que não
poderíamos conquistar (graça).
R: Uma Teofania
(do grego Theos = Deus + Phaino = manifestar/aparecer) é uma
manifestação visível e temporária de Deus aos seres humanos no Antigo
Testamento, antes da encarnação de Jesus. Era a forma que Deus usava para
comunicar mensagens urgentes de forma compreensível ao homem.
Exemplos Bíblicos:
·
A Sarça Ardente: Deus fala com Moisés através de uma sarça
que queimava mas não se consumia (Êxodo 3:2-6).
·
A Coluna de Nuvem e de Fogo: A manifestação visível que guiava e protegia
o povo de Israel no deserto (Êxodo 13:21-22).
·
O Anjo do Senhor (Cristofania): Muitas vezes, o "Anjo do Senhor"
no Antigo Testamento aceitava adoração e falava em primeira pessoa como o
próprio Deus (ex: a aparição a Josué em Josué 5:13-15). Teólogos apontam isso
como aparições pré-encarnadas do próprio Jesus Cristo.
R: Dizer qual é
a "substância" de Deus é um mistério profundo, mas a Bíblia resume a
Sua essência em três afirmações fundamentais sobre a Sua natureza íntima:
1. Deus é Espírito (João 4:24): Ele não possui um corpo físico,
material ou limitações geográficas. Sua essência é imaterial e invisível aos
olhos humanos.
2. Deus é Luz (1 João 1:5): Aponta para a Sua essência de
pureza moral absoluta, verdade e glória inexplicável, onde não há nenhuma treva
ou falsidade.
3. Deus é Amor (1 João 4:8): Não significa apenas que Deus pratica
o amor, mas que o amor flui da Sua própria essência. Na Trindade, esse amor
perfeito existe e é compartilhado desde a eternidade.
1. Quem é Jesus?
R: Segundo as Escrituras, Jesus Cristo é o Filho
de Deus encarnado, a segunda Pessoa da Trindade. Ele é o Verbo (Jo 1:1;14) que
existia desde a eternidade com o Pai e que se fez homem para a redenção da
humanidade. Ele não foi apenas um bom mestre, um líder religioso ou um profeta;
Ele é o Senhor e Salvador da humanidade, o único mediador entre Deus e
os homens (1 Timóteo 2:5).
R: A Bíblia usa mais de uma centena de nomes e
títulos para revelar as diferentes facetas da identidade e da missão de Jesus.
Os principais são:
·
Jesus: O Seu nome humano, dado por ordem
angelical, que significa "O Senhor salva" ou "Jeová é
Salvação" (Mateus 1:21).
· Cristo (ou Messias): Não é um sobrenome,
mas um título oficial (do grego Christos e do hebraico Mashiach),
que significa "O Ungido".
· Emanuel: Significa "Deus
conosco" (Isaías 7:14 / Mateus 1:23), atestando a Sua divindade e
proximidade.
· Filho do Homem: O título que Jesus mais
usou para se referir a Si mesmo, apontando tanto para a Sua identificação com a
humanidade quanto para a Sua figura messiânica gloriosa profetizada em Daniel
7:13.
·
Filho de Deus: Destaca a Sua natureza
divina, Sua igualdade com o Pai e Sua filiação eterna.
· Senhor (Kyrios): Título que os
primeiros cristãos usavam para afirmar que Jesus ocupa o lugar de autoridade
suprema e soberana sobre o universo e sobre a Igreja, o mesmo título usado para
Deus no Antigo Testamento.
R: Na história bíblica, três tipos de líderes eram
ungidos para o serviço de Deus: o profeta, o sacerdote e o rei. Jesus unificou
esses três papéis perfeitamente, exercendo o chamado Tríplice Múnus (ou
os três ofícios):
· Profeta: Como Profeta, Jesus é a própria
Palavra de Deus encarnada. Ele não apenas transmitiu a mensagem do Pai, mas
revelou o próprio Deus à humanidade (Hebreus 1:1-2). Ele anunciou a verdade e
chamou o povo ao arrependimento.
·
Sacerdote: O sacerdote era o
representante do povo diante de Deus. Jesus é o nosso Grande Sumo Sacerdote,
mas com uma diferença crucial: Ele não ofereceu o sangue de animais, mas
ofereceu a Si mesmo como o sacrifício perfeito e definitivo pelos nossos
pecados. Hoje, Ele vive para interceder por nós (Hebreus 4:14-16).
· Rei: Jesus é o Rei dos Reis e Senhor
dos Senhores. Ele governa soberanamente sobre o Seu Reino espiritual (o
coração dos crentes), sobre a Igreja e, no futuro, manifestará o Seu reino de
forma visível e absoluta sobre toda a criação (Apocalipse 19:16).
R: Ele era plenamente Deus e plenamente homem, ao
mesmo tempo. Esta é uma das doutrinas mais profundas da teologia, conhecida
como a União Hipostática.
Na encarnação, Jesus não deixou de ser Deus para
se tornar homem, e nem a Sua humanidade foi uma ilusão. Ele uniu a Sua natureza
divina eterna a uma natureza humana real e perfeita.
· Como homem, Ele sentiu fome, sede,
cansaço, chorou e foi tentado em tudo, mas sem pecado (Hebreus 4:15).
· Como Deus, Ele perdoou pecados,
ressuscitou mortos, operou milagres por Sua própria autoridade e aceitou
adoração.
R: A primeira promessa da vinda de Jesus está
localizada logo no início da Bíblia, em Gênesis 3:15. Esse versículo é
conhecido na teologia como o Protoevangelho (o primeiro evangelho).
Logo após a queda do ser humano, Deus pronuncia o
julgamento contra a serpente (Satanás) e diz:
"Porei inimizade entre você e a mulher,
entre a sua descendência e o descendente dela. Este lhe ferirá a cabeça, e você
lhe ferirá o calcanhar."
O "descendente da mulher" profetizado
aqui é Jesus. Satanás feriu o Seu "calcanhar" na dor da crucificação,
mas na ressurreição, Jesus esmagou definitivamente a "cabeça" da
serpente, vencendo o pecado, a morte e o diabo.
R: A obra de Jesus pode ser resumida em Sua missão
de revelar o Pai e promover a redenção da humanidade. Essa obra abrange
três etapas fundamentais:
1.
Sua Vida Perfeita (Obediência Ativa): Jesus
cumpriu perfeitamente toda a Lei de Deus em nosso lugar, acumulando a justiça
necessária para que possamos ser aceitos por Deus.
2.
Sua Morte Expiatória (Obediência Passiva): Na
cruz, Jesus sofreu a penalidade que cabia a nós. Sua morte foi substitutiva
(Ele morreu em nosso lugar) e propiciatória (satisfazendo a justiça
divina e aplacando a ira de Deus contra o pecado).
3.
Sua Ressurreição e Ascensão: Ao ressurgir dentre
os mortos ao terceiro dia, Ele provou Sua vitória sobre a morte, garantiu a
nossa justificação e subiu aos céus, de onde hoje governa a Igreja e prepara o
nosso lugar eterno.
Área de Pneumatologia - (referente ao Espírito Santo)
1. Quem é o Espírito Santo?
R: O Espírito
Santo é DEUS, uma Pessoa Divina, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele
é plenamente Deus, coeterno e coigual com o Pai e com o Filho.
Dizemos que
Ele é uma pessoa porque a Bíblia Lhe atribui características de
personalidade: Ele possui intelecto (conhece as coisas de Deus), sensibilidade
(pode ser entristecido - Efésios 4:30) e vontade (distribui dons como
quer - 1 Coríntios 12:11).
R: O fruto do
Espírito é a evidência visível da transformação do caráter do cristão operada
pelo Espírito Santo. Ele está descrito em Gálatas 5:22-23.
Note que a
Bíblia usa a palavra no singular ("fruto"), indicando que é uma única
virtude composta por nove facetas interligadas:
·
Amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio.
R: Os salvos
recebem o Espírito Santo no exato momento em que se arrependem e creem em
Jesus Cristo como Salvador.
A teologia
chama isso de Habitação ou Selo do Espírito. Efésios 1:13 deixa
claro que, ao ouvir e crer no Evangelho, o crente é imediatamente
"selado" com o Espírito Santo da promessa. Não há duas categorias de
salvos (os que têm e os que não têm o Espírito); Romanos 8:9 afirma
categoricamente: "E, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal
não é dele".
R: A obra do
Espírito Santo é multifacetada e pode ser dividida em relação ao mundo e em
relação à Igreja/crente:
· No Mundo: Ele convence o ser humano do pecado, da justiça e do juízo (João
16:8), quebrando a resistência do coração para que o homem veja a necessidade
de Cristo.
· No Crente (Salvação): Ele opera a regeneração (o novo nascimento),
habita no cristão, sela-o para o dia da redenção, intercede por ele e testifica
que ele é filho de Deus.
· Na Igreja (Capacitação): Ele distribui dons espirituais para o
serviço e a edificação do corpo de Cristo, guia a igreja na verdade e glorifica
a Jesus.
R: No A.T., as
manifestações eram externas, visíveis e pontuais, geralmente para capacitar indivíduos
para uma missão específica:
· Na Criação: Ele pairava sobre a face das águas, trazendo ordem ao caos
(Gênesis 1:2).
· Capacitação Artesanal: Ele encheu Bezalel de habilidade artística e
inteligência para construir o Tabernáculo (Êxodo 31:2-5).
· Capacitação de Liderança e Força: Ele veio sobre os Juízes, como
Sansão (Juízes 14:6), dando-lhe força sobrenatural para defender o povo de
Israel.
R: Não. No Antigo
Testamento, a ação do Espírito Santo era temporária, seletiva e externa.
Ele vinha sobre
reis, profetas, ou juízes para que realizassem uma tarefa e, se o indivíduo
desobedecesse ou a tarefa terminasse, o Espírito poderia se retirar. O exemplo
mais claro disso é o rei Saul (de quem o Espírito se retirou) e o clamor do Rei
Davi após o seu pecado: "Não me repulses da tua presença, nem retires
de mim o teu Santo Espírito" (Salmo 51:11).
R: No N.T., a
maior e mais marcante manifestação ocorre no dia de Pentecostes (Atos
2:1-4), onde o Espírito Santo desceu sobre a igreja reunida com o som de um
vento veemente e línguas como de fogo, inaugurando a era da igreja.
Outras
manifestações marcantes incluem o Seu pouso em forma corpórea de pomba
sobre Jesus no Seu batismo (Lucas 3:22) e os tremores de lugares onde a igreja
orava cheia do Espírito (Atos 4:31).
R: Sim, absolutamente. Essa é a grande e gloriosa diferença da Nova
Aliança estabelecida pelo sangue de Jesus.
O próprio
Jesus prometeu em João 14:16-17: "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará
outro Consolador, para que fique convosco para sempre... habitará convosco e
estará em vós". Na Nova Aliança, o Espírito Santo faz do corpo do
crente o Seu santuário definitivo (1 Coríntios 6:19). Ele nunca mais abandona o
salvo; Ele o sela e garante a sua herança eterna até o dia da ressurreição.
Perguntas referentes à Trindade Divina
1. O vocábulo Trindade aparece na Bíblia?
R: Não, a
palavra "Trindade" não está registrada no texto bíblico.
O termo foi
cunhado pela primeira vez na história da Igreja por Teófilo de Antioquia
(por volta do ano 180 d.C.) e popularizado em latim (Trinitas) por Tertuliano
no início do século III. Embora a palavra não esteja na Bíblia, a doutrina
e o conceito estão presentes de forma explícita de Gênesis a Apocalipse.
Na teologia, isso é comum: termos como "Omnisciência" ou
"Encarnação" também não aparecem grafados na Bíblia, mas descrevem
perfeitamente verdades bíblicas.
R: A Trindade
Divina pode ser definida como a verdade revelada de que há um só Deus vivo e
verdadeiro, mas que subsiste eternamente em três Pessoas distintas: o Pai, o
Filho e o Espírito Santo.
Essas três
Pessoas são coeternas (sempre existiram juntas) e coiguais
(possuem o mesmo poder, glória e essência divina). Elas não são três deuses
(isso seria triteísmo), nem três "máscaras" ou modos diferentes de um
único Deus se manifestar (isso seria a heresia do modalismo). São três Pessoas
em uma única essência divina.
R: A revelação
da Trindade é progressiva na Bíblia. No Antigo Testamento ela aparece de forma
implícita e em sementes, enquanto no Novo Testamento ela se manifesta com
clareza total.
No Antigo Testamento (A.T.)
·
O uso de plurais para Deus: Logo na criação, Deus fala em primeira
pessoa do plural: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa
semelhança" (Gênesis 1:26). O mesmo ocorre em Gênesis 11:7 na torre de
Babel: "Desçamos e confundamos a sua linguagem".
·
O próprio nome de Deus: A palavra hebraica usada para Deus na
criação é Elohim (Gênesis 1:1), que gramaticalmente é um substantivo
plural, mas que aparece acompanhado de verbos no singular.
·
Textos com distinção de pessoas divinas: Em Isaías 48:16, a figura do
Messias fala: "Agora, o Senhor Deus [Pai] me enviou a mim [Filho], e o
seu Espírito [Espírito Santo]".
No Novo Testamento (N.T.)
· O Batismo de Jesus (Lucas 3:21-22): É o exemplo visual mais
perfeito. As três Pessoas operam simultaneamente de formas distintas: O Filho
é batizado nas águas, o Espírito Santo desce visivelmente em forma de
pomba sobre Ele, e o Pai fala lá do céu: "Tu és o meu Filho
amado".
· A Fórmula Batismal (Mateus 28:19): Jesus ordena batizar os novos
discípulos "em nome [no singular, denotando a unidade da essência] do
Pai, e do Filho, e do Espírito Santo [as três pessoas distintas]".
· A Bênção Apostólica (2 Coríntios 13:13): Paulo encerra sua carta unindo
as três pessoas na mesma estatura divina: "A graça do Senhor Jesus
Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos
vós".
R: Ela é de
importância absoluta e inegociável. Sem a Trindade, todo o plano da salvação
desmorona. Se removermos a Trindade da Bíblia, enfrentamos sérios problemas
teológicos:
· A Salvação perde o sentido: Se Jesus não fosse Deus (a segunda Pessoa da
Trindade), o sacrifício d'Ele na cruz seria apenas o de um homem bom, incapaz
de suportar e pagar o preço infinito do pecado da humanidade inteira. Só Deus
poderia salvar o homem da ira de Deus.
· A Revelação do Amor de Deus enfraquece: A Bíblia diz que "Deus é
amor" (1 João 4:8) desde antes da criação. Se Deus fosse uma pessoa única
e isolada, Ele não poderia amar antes de criar o universo, pois o amor exige um
objeto a ser amado. Na Trindade, Deus é amor de forma eterna porque o Pai, o
Filho e o Espírito Santo sempre se amaram perfeitamente na eternidade.
· A Adoração se torna idólatra: Nós adoramos a Jesus e clamamos pela guia do
Espírito Santo. Se eles não fossem Deus junto com o Pai, a Igreja estaria
cometendo idolatria há dois milênios.

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