R: No exercício do ministério prático e do estágio pastoral, observei a necessidade de reformar a área de Educação Religiosa e Formação de Líderes, que se encontrava desestruturada. Propus a transição para um sistema de capacitação continuada e a aplicação rigorosa de critérios bíblicos para o corpo docente da Escola Bíblica Dominical.
Resultados: Inicialmente houve resistência por parte de quem ocupava funções por mera tradição. Contudo, com paciência, ensino expositivo e reuniões individuais, a liderança foi renovada e a frequência da EBD cresceu.
Custo pessoal: Custou noites de sono, desgaste emocional ao lidar com a incompreensão inicial e o peso de exercer o confronto em amor. Aprendi que a reforma eclesiástica nunca deve ser cirúrgica e abrupta, mas pastoral e progressiva.
"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus..." (Romanos 12:1)
R: Meu estilo de liderança é pastoral-participativo (ou liderança servil). Busco liderar pelo exemplo, pastoreando corações enquanto gerencio os processos da igreja.
Pontos Fortes: Organização, facilidade no planejamento didático/pedagógico, capacidade de ouvir e inclinação natural para o ensino estruturado da Palavra.
Pontos Fracos: Tendência a centralizar tarefas administrativas por zelo técnico e uma inclinação a adiar confrontos difíceis na expectativa de que o tempo resolva o conflito. Tenho trabalhado nisso delegando funções e agindo com prontidão bíblica.
3. Quando você enfrentou oposição, isso ocorreu na maior parte das vezes por causa de seu estilo de liderança, de sua personalidade, de suas crenças ou de alguma outra coisa?"Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente..." (1 Pedro 5:2)
R: As poucas ocasiões de oposição que enfrentei decorreram da rigidez na aplicação de padrões técnicos e doutrinários. Por vezes, minha busca por ordem e conformidade com as diretrizes bíblicas e estatutárias foi interpretada como inflexibilidade. Aprendi que o candidato ao ministério deve temperar a firmeza teológica com a doçura pastoral.
"E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor." (2 Timóteo 2:24)
BLOCO II: TEOLOGIA SISTEMÁTICA E DOUTRINA (Questões 4 a 20)
4. De acordo com sua observação, que doutrinas precisam de ênfase especial em nossos dias?- A Inerrância e Suficiência das Escrituras (Bibliografia): Contra o relativismo cultural e a teologia liberal.
- A Antropologia Bíblica e a Queda: Contra o humanismo secular e a teologia da autoajuda, que mascaram a depravação humana.
- A Eclesiologia Regenerada: Frente à perda de identidade denominacional e à falta de disciplina eclesiástica.
"Prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, redargui, repreende, exorta, com toda a longanimidade e doutrina." (2 Timóteo 4:2)
R: O arrependimento (metanoia) não é mero remorso ou medo das consequências (tristeza segundo o mundo). É uma mudança radical de mente, de atitude e de direção, produzida pelo Espírito Santo, onde o pecador passa a odiar o pecado e a amar a justiça de Deus.
6. O que é a verdadeira fé bíblica?"Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte." (2 Coríntios 7:10)
A fé salvífica (pistis) envolve três elementos: notitia (conhecimento dos fatos do Evangelho), assensus (assentimento intelectual de que são verdadeiros) e fiducia (confiança e entrega pessoal e exclusiva a Jesus Cristo). Não é uma força mística, mas o canal pelo qual nos apropriamos da graça.
7. Explique a justificação pela fé. Qual a diferença entre o ponto de vista do Catolicismo Romano e o ponto de vista bíblico a respeito da justificação?"De modo que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus." (Romanos 10:17)
R: A Justificação é um ato jurídico e forense de Deus, onde Ele declara o pecador culpado como "justo" com base na justiça de Cristo imputada (creditada) a ele através da fé (Artigo V, CBB).
Visão Bíblica: A justificação é instantânea, perfeita, forense e baseada unicamente na graça mediante a fé, separada de obras meritórias.
Visão Católica Romana (Concílio de Trento): Confunde justificação com santificação. Ensina que a justificação é um processo interno e infuso, cooperado pelos sacramentos e boas obras, onde o homem se torna gradualmente justo.
8. Explique seu ponto de vista a respeito da santificação. Quais são os vários meios que Deus usa para santificar o crente?"Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo." (Romanos 5:1)
R: A santificação é o processo progressivo onde o crente regenerado é conformado à imagem de Cristo, sendo liberto do poder do pecado (Artigo V, CBB). Os meios soberanos de Deus são:
A Palavra de Deus: Como instrumento purificador e instrutor.
A Ação do Espírito Santo: Habitando, guiando e produzindo o fruto.
Os Meios de Graça Coletivos: A comunhão, a oração e as ordenanças na igreja local.
A Disciplina Paterna: Providências e provações permitidas por Deus.
9. Uma pessoa pode ter Cristo como Salvador e não estar em sujeição a Ele como Senhor?Explique."Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade." (Tratado em João 17:17)
R: Não. É teologicamente impossível. A doutrina da "salvação sem senhorio" é um erro grave. Jesus Cristo não pode ser dividido. Aquele que é justificado pelo Sangue de Cristo é, no mesmo ato, regenerado pelo Espírito Santo para viver sob o senhorio de Cristo. Quem não se submete a Ele como Senhor evidencia que nunca O teve como Salvador.
10. Qual sua posição a respeito das inerrância das Escrituras?"E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?" (Lucas 6:46)
R: Alinho-me integralmente ao Artigo I da Declaração Doutrinária da CBB. A Bíblia é divinamente inspirada, infalível e inerrante em seus manuscritos originais. Ela não apenas "contém" a Palavra de Deus, ela é a Palavra de Deus. Sua inerrância se estende tanto a assuntos teológicos quanto históricos, geográficos e científicos nela registrados.
11. Explique a expressão "Batismo do Espírito". Quando ocorre esse batismo?"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça." (2 Timóteo 3:16)
R: À luz da correta exegese bíblica e da teologia batista, o batismo no Espírito Santo é o ato inaugural e posicional no qual o Espírito insere o pecador arrependido no Corpo de Cristo (a Igreja) no momento exato de sua conversão. Não é uma "segunda bênção" posterior marcada por manifestações extáticas. Todo verdadeiro crente possui o batismo do Espírito; o que necessitamos diariamente é do enchimento do Espírito.
12. Quais são as suas opiniões sobre o batismo em água?"Pois, em um só Espírito, fomos todos batizados em um só corpo..." (1 Coríntios 12:13)
R: O batismo em água é uma ordenança de Cristo (não um sacramento), destinada exclusivamente a discípulos regenerados. Deve ser administrado por imersão, em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Ele não possui poder salvífico ou regenerador (rejeito a regeneração batismal); é o testemunho público e visível da união do crente com Cristo em Sua morte, sepultamento e ressurreição.
"Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus..." (Colossenses 2:12)
R: Deus é absolutamente soberano na salvação. De acordo com o Artigo V da CBB, a eleição é o propósito eterno de Deus segundo o qual Ele salva pecadores. Como batista tradicional, entendo que a soberania divina não anula a responsabilidade humana. Deus, em Sua soberania e presciência, oferece Sua graça a todos e ordena que o homem responda em fé, não violando o arbítrio humano regenerado pelo agir prévio do Espírito Santo.
14. O que a Bíblia ensina a respeito da extensão da depravação do homem?"A todos os que o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome." (João 1:12)
R: Creio na Depravação Total do ser humano. Isso não significa que o homem é tão mau quanto poderia ser em suas ações, mas que todas as áreas do seu ser (razão, vontade, emoções, corpo e espírito) foram corrompidas pelo pecado. O homem natural está espiritualmente morto e é totalmente incapaz de salvar a si mesmo ou de dar o primeiro passo em direção a Deus sem a iniciativa da graça preveniente.
15. O que a obra de expiação consumada por Cristo realizou em favor dos crentes?"Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus." (Romanos 3:11)
R: A morte substitutiva e propiciatória de Cristo na cruz realizou:
Redenção: Fomos comprados e libertos da escravidão do pecado.
Propiciação: A justa ira de Deus contra o pecado foi totalmente aplacada.
Reconciliação: A parede de separação foi derrubada, restaurando a paz com Deus.
Substituição Penal: Ele levou o castigo legal que nos cabia.
16. O que a Bíblia ensina a respeito da perseverança e da preservação dos crentes?"Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós..." (Gálatas 3:13)
R: Em perfeita harmonia com o Artigo V da CBB, creio que os verdadeiros regenerados não cairão total e finalmente do estado da graça. Eles são preservados pelo poder de Deus e, por isso, perseveram na fé até o fim. A segurança da salvação repousa na fidelidade do decreto de Deus e na suficiência da intercessão de Cristo, e não na força do braço humano.
17. Qual a utilização correta da Lei do Antigo Testamento?"Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo." (Filipenses 1:6)
A Lei moral de Deus expressa o Seu caráter eterno. Ela possui três usos teológicos corretos:
Uso Pedagógico (Usus Politicus/Civilis): Refrear o pecado na sociedade por meio de padrões de justiça.
Uso Elenctico (Usus Pedagogicus): Servir de espelho para mostrar ao homem o seu pecado e conduzi-lo a Cristo.
Uso Didático (Usus Normativus): Servir de regra de vida para o crente já justificado, mostrando o que agrada a Deus (não para salvação, mas por gratidão).
18. Como você articula sua opinião a respeito dos assuntos escatológicos e dos finais dos tempos?"De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados." (Gálatas 3:24)
R: Minha posição escatológica é o Amilenismo. Entendo que os eventos finais seguem uma cronologia bíblica clara: a expansão do Reino de Deus concomitante com o crescimento do mistério da injustiça, culminando no retorno pessoal, visível e glorioso de Cristo. Na Sua vinda, ocorrerão simultaneamente a ressurreição geral (de justos e injustos), o Juízo Final, a destruição do pecado e a inauguração do Estado Eterno (Novos Céus e Nova Terra) (Artigo XX, CBB).
19. Você crê que Jesus nasceu de uma virgem? Que importância tem isso para sua crença?"Vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação." (João 5:28-29)
R: Sim, creio piamente. Jesus foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria. Essa doutrina é fundamental por duas razões teológicas inegociáveis:
Garante a Doutrina da Encarnação: Jesus é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, sem pecado.
Evita a transmissão da culpa e da natureza pecaminosa hereditária de Adão (o pecado original), qualificando Jesus como o Cordeiro imaculado apto a morrer pelos pecadores.
20. Qual sua interpretação bíblica a respeito do inferno?"Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL..." (Mateus 1:23)
O inferno é uma realidade literal, física, espiritual e eterna. Rejeito terminantemente o aniquilacionismo (ideia de que o ímpio deixa de existir) e o universalismo (ideia de que todos se salvarão). O inferno é o lugar de castigo e banimento consciente da presença de Deus, destinado aos que rejeitaram a Cristo.
"E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna." (Mateus 25:46)
BLOCO III: ÉTICA, PRÁTICA PASTORAL E ECLESIOLOGIA (Questões 21 a 27)
21. O que você pensa acerca do divórcio e do novo casamento?R: A base bíblica para o casamento é a união monogâmica e heterossexual indissolúvel (Artigo XVIII, CBB). Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:16). Todavia, a Bíblia abre duas exceções claras onde o divórcio e o posterior novo casamento são legalmente permitidos:
Infidelidade/Porneia: Quebra do pacto conjugal por imoralidade sexual não arrependida (Mateus 19:9).
Abandono pelo cônjuge incrédulo: Quando o não-crente recusa-se a manter a convivência com o crente (1 Coríntios 7:15). Fora dessas cláusulas, o divórcio é pecado e o novo casamento constitui adultério. Casos específicos na igreja local devem ser tratados com profundo aconselhamento e misericórdia pastoral.
R: Para a realização de uma cerimônia sob meu ministério, exijo:
Ambos devem ser heterossexuais (biologicamente homem e mulher, conforme Gênesis 1:27).
Não haver jugo desigual evidente (ambos devem ser crentes professos em Cristo, ou ambos não-crentes se for sob o foro estritamente civil, embora no templo ministre para a igreja).
Conclusão obrigatória do curso de Aconselhamento Cônjugal Pré-Nupcial ministrado pelo pastor.
Regularidade legal perante o Registro Civil (não realizo casamentos estritamente religiosos sem efeito civil).
R: A disciplina eclesiástica é um imperativo bíblico negligenciado. Seus objetivos são: zelar pela santidade do nome de Cristo, preservar a pureza doutrinária do corpo e restaurar o pecador (Gálatas 6:1).
Deve seguir estritamente os passos de Mateus 18:15-17 (confronto pessoal, com testemunhas e, em último caso, aplicação pela assembleia da igreja conforme a eclesiologia batista).
Deve ser aplicada com choro e amor, nunca com espírito de vindita.
24. Qual sua opinião sobre o estilo de músicas na igreja?"Ao que é faccioso, depois da primeira e segunda admoestação, evita-o." (Tito 3:10)
R: A música no culto público deve ser avaliada por três critérios bíblicos:
Fidelidade Doutrinária (letras teologicamente ricas e bíblicas),
Edificação Coletiva (música que sirva para a igreja cantar junta, e não para exibicionismo de palco) e;
Ordem/Reverência (ritmos e arranjos que conduzam à adoração solene e santa, sem apelo à pura sensualidade rítmica ou ao transe emocional). Privilegio a hinologia histórica combinada com cânticos contemporâneos de profunda densidade teológica.
25. Qual seu ponto de vista a respeito do levantamento de recursos monetário para os vários projetos da igreja?"Habite a palavra de Cristo em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais..." (Colossenses 3:16)
R: O sustento da obra de Deus se dá por meio de Dízimos e Ofertas Voluntárias entregues pelos membros por amor, fidelidade e adoração (Artigo XIII, CBB). Rejeito veementemente qualquer prática de barganha financeira, teologia da prosperidade, leilões "sagrados", venda de amuletos ou pressões psicológicas para arrecadação de fundos. Projetos especiais devem ser apresentados com transparência administrativa, planejamento financeiro e apelo à mordomia cristã da igreja na assembleia.
26. Quais suas convicções sobre dívidas na igreja local?"Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." (2 Coríntios 9:7)
27. Qual sua visão missionária para a igreja? De que maneira você está demonstrando interesse e envolvimento em missões?
R: A obra missionária é o dever imperativo de toda igreja local (Artigo XI, CBB). Minha visão é local e global: a igreja deve atuar intensamente na evangelização de seu bairro (Jerusalém) e, simultaneamente, investir recursos substanciais no sustento de missionários através das Juntas de Missões Nacionais e Mundiais da CBB. Demonstro isso participando ativamente de viagens evangelísticas, pregando sobre missões, promovendo as campanhas denominacionais e mantendo intercessão e apoio financeiro direto a campos missionários.
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15)
BLOCO IV: ESPIRITUALIDADE E CHAMADO MINISTERIAL (Questões 28 a 42)
28. Existem muitas pessoas que professam seguir a Cristo, mas estão enganadas. Que evidências você tem de que Deus lhe deu a vida?R: Minhas evidências de salvação e regeneração não repousam em sentimentos flutuantes, mas no testemunho interno do Espírito Santo (Romanos 8:16) e nos frutos práticos de uma vida transformada:
Um amor genuíno e crescente pela Palavra de Deus e pela oração.
O trabalho contínuo de santificação, gerando o fruto do Espírito (amor, alegria, domínio próprio).
Um desconforto profundo e dor espiritual diante do meu próprio pecado, correndo imediatamente ao arrependimento.
Amor sacrificial pela Igreja e pelas almas perdidas.
"Nisto conhecemos que o amamos: se guardamos os seus mandamentos." (1 João 2:3)
29. O que significa p/ alguém amar a Deus? De que maneiras você percebe o verdadeiro amor bíblico p/ com Deus manifestado em sua própria vida?
R: Amar a Deus acima de todas as coisas é um ato de lealdade e obediência voluntária, e não mero afeto místico. Percebo isso manifestado em minha vida quando coloco a vontade de Deus e a pureza de Seu nome acima dos meus planos pessoais, quando dedico minhas primícias de tempo, finanças e talentos ao Seu serviço e quando escolho obedecer aos Seus mandamentos mesmo quando isso resulta em prejuízo ou isolamento social.
30. O que sua família (esposa e filhos) sente a respeito de seu compromisso com o pastorado?"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama..." (João 14:21)
"O que governa bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia." (1 Timóteo 3:4)
Nota: (ha de se considerar que na caminhada poderam acontecer alguns tropeços (divorcio, viucez), no entanto o chamado e vocacionado deve manter sua posição a Cristo, independentemente das afições desta vida).
31. Porque você acredita que Deus o quer no pastorado?R: Por causa da convergência do Chamado Interno (o desejo ardente, o peso e a compulsão santa colocados pelo Espírito Santo em meu coração para pregar a Palavra e cuidar de vidas, que não me permite encontrar paz em nenhuma outra profissão) e do Chamado Externo (a confirmação da igreja local através do reconhecimento dos meus dons de ensino, liderança espiritual e a oportunidade prática de pastoreio confirmada por meus mentores).
32. Examine cuidadosamente cada uma das qualificações bíblicas p/ pastores e diáconos (I Tm3; Tt 1:5-9; At.6:1-6; 1 Pe 5:1). A) Quais são as suas qualificações mais fortes? B) Com quais dessas qualificações você tem mais dificuldade? C) Porque você acredita que essas áreas de dificuldades não o desqualificam para o ministério?"Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não anunciar o evangelho!" (1 Coríntios 9:16)
A) Qualificações mais fortes: A aptidão para ensinar (didaktikos), a moderação/sobriedade e o testemunho de integridade nos negócios e na vida civil perante os de fora.
B) Qualificações com mais dificuldade: A longanimidade e a paciência com o insensato (vencer a inclinação natural à impaciência diante da lentidão ou teimosia de liderados).
C) Por que não desqualificam? Porque essa dificuldade não se traduz em um padrão de comportamento descontrolado, iracundo ou soberbo. Trata-se de uma área sob constante vigilância, mortificação da carne e submissão diária ao Espírito Santo. Sou considerado irrepreensível no sentido de que não há nenhuma acusação válida ou escândalo que pese sobre minha conduta moral e familiar.
"É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível..." (1 Timóteo 3:2)
34. De que maneiras específicas você poderá ser auxiliado a desenvolver suas habilidades nessas duas áreas?
- Na Pregação: Manter uma rotina rigorosa de estudos exegéticos, leitura de homilética clássica e submeter minhas pregações à avaliação crítica de pastores mais experientes.
- No Pastoreio: Praticar a escuta ativa, ler biografias pastorais (como as de Baxter e Spurgeon) e acompanhar pastores veteranos em visitas hospitalares e aconselhamentos complexos.
Realização de visitas pastorais planejadas nos lares e ambientes de trabalho.
Criação de canais acessíveis de comunicação e agendamento de conversas individuais.
Presença intencional nos momentos de crise (luto, enfermidade, desemprego) e nos momentos de celebração.
Acompanhamento do crescimento através da Escola Bíblica e dos pequenos grupos de comunhão da igreja.
36. Que atividades caracterizam seu interesse evangelístico? Como você lida com o assunto do evangelismo pessoal e coletivo?"Conhece o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus gados." (Provérbios 27:23)
Pessoal: Busco cultivar relacionamentos intencionais com pessoas não-crentes em minha esfera diária, orando por elas e aproveitando oportunidades para expor o plano de salvação de forma clara.
Coletivo: Lidero a igreja através de classes de evangelismo, treinamento de obreiros em métodos de proclamação da Palavra, apoio a cultos nos lares e organização de impactos evangelísticos estratégicos na comunidade local.
37. O que você pensa a respeito do aconselhamento? Como você administra a necessidade de aconselhamento?"Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." (2 Timóteo 4:5)
R: O aconselhamento pastoral deve ser estritamente Bíblico e Cristocêntrico. A Palavra de Deus possui suficiência para diagnosticar e tratar os dilemas da alma.
Administração: Estabeleço horários claros na agenda da igreja.
Salvaguarda de Integridade: No aconselhamento de irmãs (mulheres), atendo exclusivamente em salas com visibilidade externa (portas com vidro) ou na presença de minha esposa ou de uma diaconisa na antessala, resguardando o ministério de qualquer aparência do mal. Casos de transtornos de ordem puramente orgânica/médica são encaminhados a profissionais de saúde, mantendo o suporte espiritual do pastor.
38. Quais são as suas praticas costumeira e específicas a respeito de disciplina espiritual (ou seja oração, estudo bíblico, meditação, mordomia, etc.)?"Aconselhando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo Jesus." (Colossenses 1:28)
- Estudo Bíblico e Oração: Devocional diária nas primeiras horas da manhã, separada do tempo de preparação de sermões.
- Meditação: Reflexão contínua em textos bíblicos específicos ao longo da semana.
- Mordomia do Tempo e Finanças: Entrega fiel do dízimo e gestão rigorosa da agenda para evitar o ativismo estéril.
Pastor Bem-Sucedido: Não é aquele que lidera megaigrejas ou possui fama midiática, mas o que permanece fiel ao longo dos anos na pregação ortodoxa, no amor sacrificial à igreja, na pureza de seu caráter e no cuidado de sua própria família. Seu sucesso mede-se pela fidelidade ao Supremo Pastor.
Igreja Bem-Sucedida: Não é avaliada apenas por números ou patrimônio físico, mas por sua maturidade doutrinária, saúde espiritual e compromisso missionário. É uma igreja onde os membros vivem em santidade, amam-se mutuamente, proclamam o Evangelho e glorificam a Deus em sua comunidade.
40. Em que bases o pastor pode ser considerado uma pessoa responsável?"Disse-lhe o seu senhor: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei..." (Mateus 25:21)
R: O pastor é responsável e prestará contas em três instâncias:
Diante de Deus: O Tribunal de Cristo, onde responderá pelo rebanho que lhe foi confiado (Hebreus 13:17).
Diante de sua Família: Mantendo o bom testemunho no lar.
Diante da Igreja Local: Submetendo-se aos estatutos da igreja, à prestação de contas administrativa e ao crivo doutrinário da assembleia soberana.
R: Para evitar o isolamento e a queda, mantenho:
Minha esposa como conselheira íntima que conhece minhas lutas diárias. (para casados)
Um grupo de pastores mentores e experientes da nossa associação batista, com os quais me reúno regularmente para oração, mentoria e prestação de contas de forma transparente.
O corpo de diáconos e a liderança estatutária da igreja com quem compartilho a gestão ministerial de forma aberta.
Autores e Teólogos Favoritos: C.H. Spurgeon (pelo equilíbrio entre erudição teológica, paixão por almas e fidelidade ao púlpito); John MacArthur (pelo rigor na defesa da inerrância bíblica e exposição das Escrituras); e os clássicos bautistas como A.H. Strong e John Gill.
Leituras Recentes: Obras clássicas sobre eclesiologia e o ministério pastoral reformado, como "O Pastor Reformado" de Richard Baxter e manuais de Teologia Sistemática voltados (A.B. Langston); Zacarias, à sã doutrina. Dedico-me também à leitura sistemática e contínua do texto bíblico em sua totalidade para manter o frescor do ensino.
Submeto este sumário de convicções teológicas e práticas à avaliação deste egrégio concílio, colocando-me à inteira disposição para o exame oral dos amados irmãos.

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